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Nova diretoria promete dar valor a base do Paysandu
Valorização
31.12.2012 - 16:05 - Pará

Quando se fala na base bicolor, ultimamente não há muito o que comemorar em termos de revelações e rendimentos financeiros. O exemplo mais claro do despreparo dos antigos dirigentes é o caso do atacante Bartola, que foi vendido por um preço considerado muito baixo, e na época, o próprio atacante foi para o Coritiba sem saber ao certo que rumo sua carreira estava tomando. Por fim, o clube lucrou “apenas” R$200 mil, enquanto o empresário responsável adquiriu 30% dos direitos e os outros 70% estão em poder de um grupo de investidores.

Mas quem pensa que os problemas andam afastados se engana. O Paysandu levou recentemente o título de bicampeão paraense da categoria sub-17. Entre os destaques está o atacante Clodoaldo, 17, que já admitiu sofrer algum tipo de contato de empresários para deixar o clube. “Eu não sei bem como funciona, pois a conversa não é comigo, é com o meu pai. Ele me passa poucas coisas para não tumultuar minha cabeça. Então, eu não sei quem é o cara”, desabafou.

Com a possibilidade real de disputar a Copa São Paulo, Clodoaldo teme que seu futuro esteja ameaçado por conta de uma desvalorização profissional e a consequente chegada de um empresário com melhores ofertas, no entanto, diz que prefere ficar no Paysandu, onde mantém contrato e a esperança de dias melhores. “Eu tenho vínculo com o clube até 2015. A vida é assim, às vezes a pessoa não tem a oportunidade que merece, mas quando aparecer eu espero ajudar o Paysandu”, anseia o jovem, que sonha em ir como titular à Copinha.

É preciso averiguar, Vandick!

Depois de Bartola ser vendido para um grupo de investidores, não demorou muito para outros nomes começarem a seguir o mesmo caminho. No outro lado da Almirante Barroso, o maior rival recentemente se envolveu numa lambança sem fim com o meia Reis, que foi emprestado ao Atlético/GO mas, sem aproveitamento, pode retornar ao Baenão, tudo intermediado pelo mesmo empresário que agencia Bartola.

De volta à Curuzu, já na reta final da Série C, foi a vez de o lateral direito Yago Pikachu sentir o peso do assédio. Mas, ao contrário do que se imagina, a negociata envolvendo o atleta ainda não está totalmente definida, mas sabe-se de antemão, que novamente o empresário em questão está por trás, uma vez que a diretoria atual não escondia a necessidade de arrumar caixa para quitar o compromisso dos salários atrasados com o atual elenco.

Resumo da ópera: Yago Pikachu foi dado como vendido a um grupo de investidores que adquiriu 70% dos direitos dele, sem um centavo sequer ao pai e procurador, Antônio Lisboa. Os detalhes do negócio ainda não foram esclarecidos 100%. E o pior de tudo é que, de acordo com um blogueiro esportivo, o mesmíssimo empresário ainda repassa ao clube uma quantia mensal, não conhecida, e em troca dessa parceria tem direito a 35% sobre a venda de qualquer atleta envolvendo as categorias de base do Paysandu.

“Eu preciso saber quanto ele deposita mensalmente para o clube e o motivo de ele adquirir essa porcentagem sobre a venda dos jogadores”, disse Vandick, adiantando que a intenção são apenas as parcerias benéficas ao clube. “Tudo o que for bom para o Paysandu eu vou manter, já o que for causar dano, prejuízo, tudo será desfeito, com certeza”, encerra.

Fonte: Diário do Pará
 


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