
Alvíssaras (anúncio de boas novas, para quem não sabe, viu?)! O nosso querido (mais “querido” do comentarista Marcelo Avelino do que meu, é evidente) Atlético Acreano goleou o Náutico, de Roraima (cinco a um), nesse domingo que recém passou, e se mantém pra lá de vivo na corrida pela vaga à segunda fase do campeonato brasileiro da Série D.
São dez pontos ganhos em seis jogos, fruto de três vitórias e um empate. Como o time atleticano ainda tem duas partidas por fazer (Penarol e VEC, sendo a primeira em casa e a segunda no interior de Rondônia), podendo chegar aos dezesseis pontos, só depende das suas próprias forças para seguir brigando pelo acesso à série C. Só depende de si mesmo, repito!
Aliás, partindo-se para o campo das especulações, caso o Atlético faça o dever de casa frente ao Penarol, que já não tem mais nenhuma pretensão na competição, e caso, continuando o raciocínio especulativo, o VEC venha a perder do Remo, em Belém (o que seria natural), o time acreano ainda vai ter a primazia de jogar pelo empate na última rodada.
Para falar a verdade, que eu não sou homem de viver com mentiras (um pouquinho, de vez em quando, talvez, mas só um pouquinho e, claro, muito de vez em quando...), apesar dos tropeços do time atleticano até aqui, por incrível que pareça, ainda existem até algumas combinações de resultados que podem garantir aos acreanos o primeiro lugar do grupo A1.
Exemplos? Pois eu lhes digo já. Suponhamos que Remo e VEC empatem. O primeiro vai a quatorze pontos, enquanto o segundo vai a treze. Aí o Atlético vence os seus dois jogos e chega aos dezesseis. Ou então, os rondonienses ganham. O Remo fica com treze, o VEC vai a quinze. O Atlético vence duas vezes, chega a dezesseis. Primeiro do grupo!
Claro, tudo isso que eu disse antes se configura tão somente em um mero exercício de probabilidades. Quando a bola rola, no mais das vezes, grande parte do que a gente imagina previamente vai para o espaço do imponderável. São tantos os caprichos dos deuses da tal bola, que não se pode, de jeito nenhum, bater o martelo em praticamente situação alguma.
Esse time do Atlético, inclusive, tem sido mestre em frustrar as expectativas dos seus torcedores. Das três partidas que jogou em casa, ganhou uma e perdeu duas. Enquanto isso, nas três vezes em que jogou nos domínios do adversário, venceu duas e empatou uma partida. Mais ou menos como se o mando do campo concorresse para o insucesso do time!
Então, como diria o filósofo (qual?), só nos resta sentar à beira do caminho e esperar. Mas, antes, um conselho: pelo sim e pelo não, talvez fosse uma boa ideia marcar o jogo do Atlético contra o Penarol para qualquer local que não fosse em Rio Branco... Talvez em Cobija, na Bolívia. Talvez em Porto Velho. Talvez em Itacoatiara mesmo... Ou não? |